
Preciso de te contar quantas vezes fugi de ti sem saber o que te dizer, com medo de escolher para ti as palavras erradas. Preciso de te contar tudo isto porque hoje que te tenho aqui comigo não consigo guardar segredos tão profundos como à profundidade que este se encontrava. Juro-te que foi sempre por não saber. Escondi-me dentro da minha concha e fiquei lá, longe de ti. Nunca foi por mal. Tinha medo, entrava em pânico só ao pensar que não gostarias de algo que eu dissesse ou fizesse, e por isso calava-me. Naqueles tempos, eu e tu não éramos quem somos hoje. Éramos totalmente o contrário, o contrário um do outro também. E eu preferia sempre ficar em silêncio, esperar que o silêncio fosse mais do que tudo. Preferia sempre que fosses tu a fazer algo, a dizer-me bom dia, a dar-me beijinhos e abraços e a dizer-me que ficavas comigo durante todos os minutos se pudesse ser. Espero agora que sabes disto tudo que me digas que me perdoas por tudo. Espero agora que percebas todas as vezes que te deixei sozinho. De todas as vezes que te disse que não, de todas as vezes que fugi e de todas as vezes que não consegui falar contigo. Eu só preferia ganhar o silêncio, do que perder-te a ti. Silêncios perdem-se às vezes e, mesmo assim, eles voltam. Por uma razão ou por outra, eles voltam. Pessoas perdem-se às vezes e, por uma razão ou por outra, perdem-se para sempre.
adorei inês.
ResponderEliminarinfelizmente, é sim inês. eu ontem fui dormir muito cedo, não estava bem. e acordei com a sensação de que ainda estava pior. mas adiante. fizeste muito bem em ir, divertiste-te?
ResponderEliminar