2.12.10

amor.


Deixaste a roupa espalhada, sobre a minha cama. Sobre os lençóis brancos, de algodão. Bonitos. Nunca gostei dos de seda, não têm graça e a beleza nunca quis juntar-se a eles. Tu também não. É uma daquelas tantas coisas que nunca disseste, porque não foi preciso. É como se eu já soubesse, desde sempre. É estranho, é aquilo, é fantástico, não é? Eu acho fantástico poder partilhar contigo coisas que nunca dissemos um ao outro, apenas sentimos. Nos olhares, nos sorrisos e nas nossas mãos dadas. Porque as demos mesmo. Ficámos com elas para nós. Eu tenho a tua, e tu tens a minha.

( por acabar, talvez. )

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